E o que ele chama de mãe é uma organização de palavras que lhe enfiaram nos ouvidos e na boca, é uma organização de coisas que lhe puseram no corpo. Não é a minha língua que é materna, é a mãe que é uma língua; e não é o meu organismo que vem da mãe, é a mãe que é uma coleção de órgãos, a coleção de meus próprios órgãos. O que se chama de Mãe é a Vida. E o que se chama de Pai é a estranheza, todas essas palavras que eu não conheço e que atravessam as minhas, todos esses átomos que não param de entrar e de sair de meu corpo.
Deleuze, Gilles, 1925 -1995 Crítica e clínica; tradução de Peter Pál Pelbart. — São Paulo: Ed. 34,1997 p24.
Benivaldo do Nascimento Junior
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019
domingo, 4 de agosto de 2019
...papel da mãe é o desejo da mãe [...]. Carrega sempre estragos. Um grande crocodilo em cuja boca vocês estão – a mãe é isso. Não se sabe o que lhe pode dar na telha, de estalo fechar a sua bocarra”.
LACAN, J. (1991[1969-1970]). O seminário, livro 17: O Avesso da Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p. 105.
Benivaldo do Nascimento Junior
LACAN, J. (1991[1969-1970]). O seminário, livro 17: O Avesso da Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p. 105.
Benivaldo do Nascimento Junior
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